segunda-feira, 13 de junho de 2016

ADMINISTRAÇÃO AMADORA

    Quando ligamos a televisão, recebemos enxurradas de notícias a respeito de massacres, leis deficientes, assaltos à mão armada, rebeliões, acidentes de trânsito e crise econômica. Além destas, notícias da política vergonhosa que nos governa.
Sobre o tiroteio em Orlando, proibir o uso de armas na região ou liberar a todos, para que possam se defender em algum ataque? Bem, eu não gostaria de estar dançando em uma boate com uma arma na cintura, pronta para atirar em algum maluco com um rifle semiautomático. E também não gosto da ideia de que os bandidos têm mais poder de armação que os próprios policiais... Acho que antes de se falar tais absurdos para os jornais, é bom se criar medidas eficazes para prevenção. 
    Atentados terroristas são um problema recorrente nos EUA; já no Brasil, temos assaltos ininterruptos (nas ruas e por meio de impostos), sociedade descontente, desregrada e sem educação. O dia que se parar de buscar uma democracia utópica e se buscar outro sistema de governo, como a Tecnocracia ou a Meritocracia, teremos cérebros mais eficientes comandando as nações.
    É claro que em países desenvolvidos há políticas mais evoluídas que no Brasil. Aqui, as obras da Copa do Mundo ainda estão sendo refeitas, a burocracia ainda é precária e retrógrada, o dinheiro é mal-utilizado. Aí recebemos a notícia de que um milhão e quinhentos mil reais será necessário para refazer determinado presídio por causa de rebelião feita pelos presidiários. E o motivo? Bem, suas visitas foram suspensas, afinal, os agentes penitenciários resolveram fazer greve. E por que a greve? Porque suas reivindicações não foram satisfeitas. Ao invés de se dar condições e salários adequados àqueles que mantêm o controle nos presídios, àqueles que prendem os delinquentes e se expõem a perigos todos os dias, àqueles que são responsáveis pela educação mundial, nossos políticos preferem fazer cortes nos gastos públicos, reformas na previdência e manter seus aumentos de salários.
Onde estão os erros? 
    Por que as pessoas se preocupam tanto em defender seus partidos? Por que as pessoas fecham os olhos para a origem dos problemas? A solução não é inventar reforma previdenciária, mas, sim, uma reforma tributária e legislativa. Está tudo errado porque ninguém que está no gerenciamento dessa grande empresa entende realmente de administração. A preocupação central desses sociopatas é usar nosso dinheiro e ignorância a favor de seus interesses pessoais. Definição de sociopata:  indivíduo de personalidade psicopatológica e de comportamento antissocial, ao qual falta senso de responsabilidade moral ou consciência. 
    Temos, então, algo muito mais preocupante: a continuação de nossa administração amadora. Como haverá uma nação desenvolvida no futuro se nossos representantes puderem ser eleitos tendo "apenas" condições babacas? Eis o que diz na Constituição Federal:


§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
 V - a filiação partidária;  
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.

    Danem-se os partidos, dane-se o impeachment, que se explodam essas investigações da Lava-jato... Tudo isso são medidas para amansar burros, pois nada é resolvido. Aqueles que são condenados por corrupção não devolvem aquilo que roubaram, nem são encaminhados  para o Presídio Central, não é?

sábado, 2 de abril de 2016

REFLETIR NA ÁRVORE: Você conhece as nossas Leis?

REFLETIR NA ÁRVORE: Você conhece as nossas Leis?: Tempos modernos, tecnologia aproximando as pessoas, ou afastando, povo mais ligado na política, nos atos públicos, nos políticos, que não p...

Você conhece as nossas Leis?

Tempos modernos, tecnologia aproximando as pessoas, ou afastando, povo mais ligado na política, nos atos públicos, nos políticos, que não prestam, e juntando-se quando o assunto é o aumento da passagem do ônibus...
E a gasolina, e o aumento constante da energia elétrica, e o aumento do ICMS, e o aumento dos impostos em geral, em especial sobre alimentos, e a falta de verba para pagar policiais e professores, e a corrupção?
Por que as pessoas não fazem mais Revoluções como a dos Farrapos? Cadê o nosso orgulho e a faca na bota? Todo dia morrem inocentes ou pessoas que não o são, porém, morrem por falta de estudo e oportunidades que não são dados pelo governo. Há escolas que estão fazendo meio turno de aula para crianças e adolescentes porque em certos horários têm ocorrido tiroteios. Aí você pensa que os tiros são entre bandidos, mas eu lhe digo seguramente, que há sempre polícia no meio. Aí eu lhe pergunto: mas, então, para que eles estão lá? É certo que ninguém é preso, não há nem onde empilhar tanto delinquente. Pior ainda é saber que a polícia não consegue resolver isso, não é? Melhor que nem estivessem lá, pois isso é vergonhoso. Bandidos têm mais autonomia que policiais e mais recursos também... E as crianças indo para a escola das 10h às 12h. E a população levando celular velho para o trabalho para o assaltante de todo dia no ônibus. Estamos sendo educados apenas para um propósito: para nos acostumarmos a ter cada vez mais limites e para facilitarmos a vida de quem nos aprisiona dentro de casa.
Nossas Leis são feitas exatamente como bandido gosta. Leis feitas por corruptos para políticos corruptos. Seria ótimo, por exemplo, citando ironicamente, que euzinha pudesse decidir sobre o aumento do meu salário, que um parente meu pudesse me julgar caso estivesse sendo acusada de improbidade, que eu fosse inimputável pelo meu foro privilegiado. Sim, somente privilégios e nada de pagar pelos meus atos. É o que nós, a população, deixamos que aconteça no Senado, na Presidência, nas Câmaras Municipais... Deveria ser o contrário: a maioria vencendo a minoria. Mas não. O que acontece é que uma das atribuições da Câmara Municipal, por exemplo, é julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os (próprios) Vereadores, nos casos previstos em lei (Emenda 01/2009). Se eles mesmos se julgam, é claro que sempre e eternamente existirá corrupção e falta de Ordem e Progresso neste País.
Estou farta. Eu, como escritora, só tenho uma coisa para lhe perguntar: o que você sabe sobre as nossas Leis? 
Bem, eu me pergunto: com toda a podridão explícita feita por todos os governos da história, por quanto tempo será que a população irá lutar apenas pela passagem? E o pior de tudo é que essas paralisações e passeatas esporádicas sempre acabam em pizza. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Literatura Juvenil

Hoje vou eternizar aqui dois contos propostos como desafios por mim e meu esposo aos filhos dele, meus amados enteados, João e Ariana. No penúltimo fim de semana que eles estiveram conosco, eu havia presenteado Ariana com um livro muito legal, A mordida do Vampiro, de Laerte Verrier. Meu esposo ofereceu o desafio de cada um criar um conto, Ariana deveria elaborar algo com o título de “O pum do vampiro”, e João, “O pum do robô”. E não é que eles gostaram? É como todo o professor sabe: o incentivo à literatura deve partir de algo interessante para os jovens e que faça sentido no universo deles. Querem conferir essa incrível experiência? Começando pelo mais novinho, João, de 9 anos, fez o que pode ser chamado de um pequeno roteiro ou planejamento (omitindo seus fofos errinhos de português), assim:
- Por que o cientista construiu o robô? Para procurar uma namorada.
- E por que ele soltou pum? Porque esqueceu de botar um tampão na bunda do robô.
- A cidade que o cientista construiu o robô é Nova Yorque.

O PUM DO ROBÔ
Numa cidade muito distante, tinha um cientista chamado Peter Parker Watson. Ele construiu um robô. O robô fugiu para o espaço para procurar uma namorada no Futurama e soltou um pum e a robô não gostou. Ela começou a rir e ele foi embora e chorou e soltou outro pum. Fim.

João Paulo Andriotti


Na sequência, apresento Ariana, de 14 anos, leitora voraz de diversas sagas e romances diversos, com um futuro literário brilhante. 

O PUM DO VAMPIRO
Bom, você já sabe que vampiros não são como nos contos de fadas, que não podem comer alho, não podem sair no sol, senão morrem, dormem em caixões e bebem sangue... Se você não sabia, estou lhe contando agora. Vou contar uma história de um vampiro que conheci.
Logan era um menino de 17 anos, aparentava ter pelo menos, na verdade tinha 145. Sua comida preferida era pizza de alho, adorava sair em dia de sol e não dormia; ele tomava sangue de animais de vez em quando.
Estudava, comia, saiu como qualquer menino normal, o que ele não era... Um dia normal na escola de Arianópolis, Cassandra Meyer, uma garota nova na cidade, por algum motivo não parava de olhar para ele. Por que será que uma menina tão bonita olhava tão atentamente para uma aberração?
Um dia estávamos sentados no banco do refeitório Logan, Scott e eu; por algum motivo idiota que nenhum de nós sabe é que Cassandra veio falar com Logan e parecia que ele também queria saber mais dessa menina.
Uns dias depois, Logan não parava de falar nela, era óbvio que ele gostava dela e ela dele. Começaram a sair, depois de um tempo ela começou a sentar conosco na mesa do refeitório.
Foi como sempre, os dois não calavam a boca, eu comendo minha maçã, Scott sua pizza de queijo e Logan a sua de alho. Cassandra, por algum motivo mais idiota, não comia nada, só ficava olhando para Logan com um olhar estranho.
Mas de repente deu um barulho não muito alto, mas assustador, e começou um cheiro estranho e isso vinha de Logan. Olhamos para ele com um olhar assustado, mas por algum motivo mais idiota ainda, Meyer começou a rir até não poder mais e falou:
– Essa foi a primeira vez que vi um vampiro soltar pum!
Logan ficou bravo e saiu bufando do refeitório, Cassandra saiu correndo atrás, mas sem sucesso voltou.
Foi a última vez que vimos Logan. Depois de alguns dias, veio a notícia: Charles Kinnei, de um clã vizinho, veio avisar que encontrou Logan cortado ao meio. Como isso aconteceu, ninguém sabe... Só nos falaram que tiveram que queimar para não atrair visitantes indesejáveis.

Ariana Andriotti.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Eu nem queria mesmo...

É difícil de acreditar, mas nos últimos anos tudo está ficando limitado em minha vida. Eu finjo não dar bola, até para mim mesma. Não bastasse ter herdado os problemas ósseos de minha mãe, agora descobri uma doença que não tem cura na pele, que por acaso vem de minha mãe também. Então tá, não podia fazer determinados exercícios, determinadas posições que me incomodam, ou doem. Agora já não posso fazer tatuagens, tenho que cuidar a exposição ao sol... Tudo bem, eu nem queria mesmo fazer mais nenhuma linda tatto; eu nem amo ficar no sol; eu posso muito bem comprar um guarda-sol. Eu nunca gostei de passar cremes, afinal me deixam melecada e sempre considerei isso uma perda de tempo, sempre fui meio desleixada com essas coisas de beleza, como manter as unhas bem feitinhas, uma pele macia, um cabelo bem hidratado... Mas por outro lado, passar óleo duas vezes por dia, protetor fator 50 bem caro e mais um creme facial à noite vai me ajudar a não ficar velha precocemente. Mesmo que eu nem aparente ter a minha idade. Hoje estava conferindo mais alguns detalhes dessa minha doença que me acompanhará pra sempre e, adivinhe, agora que quero engravidar, corro o risco de abortar, ou de ter um bebê com baixo peso, ou parto prematuro, ou eclâmpsia. Também li que posso ter dificuldades em ter relações sexuais, beijar e fazer movimentos com as mãos. Pode isso? Deixa pra lá, eu nem estava tão emocionada com a ideia de engordar e ter que cuidar de um lindo bebê. E sobre o sexo, bem, essa não sou eu. Não será eu. Isso é tudo uma mentira de quem fez pesquisa sobre uma coisa que nem tem no corpo como eu e se acha no direito de tirar minha tranquilidade. Vou parar de pesquisar coisas sobre isso. Se um dia eu ficar torta ou frígida, já vou estar velha mesmo. E se não estiver, paciência, eu nem queria mesmo ser perfeita. Quem sabe eu encontro durante o caminho outras formas de ser feliz? Ou arrumo uma forma de morrer rapidamente. Mas e meu amor, como ficará? Ai, que coisa mais depressiva. Essa não sou eu. Tenho que parar de ler coisas ruins. Afinal, já melhorei muito dos outros problemas que eu tinha antes, eu posso estabilizar essa doença. Mas não posso ficar torta, não posso ter um bebê torto. Se for para ter uma criança que será problemática e infeliz, prefiro me contentar em viver só eu e meu amor. Eu não quero mais fazer tattos, torrar no sol, ter filho, fazer esportes radicais, correr, nadar, deixar de passar cremes. Eu não preciso de nada disso. Não fique com pena de mim, isso tudo poderia ser uma escolha. Eu nem lhe contei nada disso. Isso é tudo bobagem.


(trecho de um novo livro)

sábado, 22 de agosto de 2015

Lançamento de livro de Minicontos

Hoje foi o lançamento de Minicontos Coloridos, livro que fui convidada novamente para participar, dentre pessoas de várias partes do Brasil.
Algumas horas antes, tive o prazer de fazer um curso de Empreendedor Editorial, com Paulo Tedesco. Foi um dia incrível!











terça-feira, 16 de junho de 2015

Lançamento de PLÁTANO & BORDO

Foi lançado meu primeiro romance solo, finalmente! Não há palavras para definir minha satisfação com o evento, com as pessoas que estavam presentes e com o meu sentimento de dever cumprido!
BANNER DO EVENTO - 13/06/2015
Sou apaixonada pela minha criação, pois nela consegui reunir música, dança, amor, psicologia, problemas sociais referentes ao sistema carcerário brasileiro, questões familiares e de amizades, crimes e psicopatia.
Sobre a psicopatia, lembre-se de que não temos no Brasil leis que regulamentem tratamento, testes psicológicos e segmentação de presidiários. Sendo assim, vale a pena conferir esse intrigante romance de suspense erótico. 

Para adquirir o livro basta clicar neste link; 









Veja também algumas das fotos do lançamento abaixo: