quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Como você lida com os relacionamentos?

Sim, temos diversas formas de lidar com as pessoas do nosso convívio e, por acaso, às vezes não percebemos que devemos tratar cada um de forma diferente. O mais importante é conseguir se adaptar aos ambientes que frequentamos e se tornar um ser multifacetado. Nunca ouviu falar? Pois é, hoje tudo é multi: no trabalho temos que ser multitarefa, nos estudos temos que aprender multiculturas, em casa temos que ser multiúso e com os amigos, multidivertidos...
O que está faltando para ser multibilionário? Em um ambiente rodeado por multimídias e vastas multidões temos que ser multiforme para fazer parte deste mundo que se multiplica.
Para isso é importante aprender: você é uma pessoa em casa, outra na escola, outra no trabalho, outra em uma reunião, outra em uma festa, outra quando está sozinho.
No entanto, só com as experiências aprendemos como agir, não é? Mas não deveria ser assim. Também é possível evitar problemas de relacionamentos ou gafes pela observação e por ouvir histórias de outras pessoas. Você não precisa comprovar na própria pele que, falando certas coisas ou deixando de falar, se sairá mal. Escutar é uma virtude, nessas horas é bom ter ouvido de fofoqueiro, porém, cuidado com a fofoca e para quem você conta a fofoca! Ela pode crescer e esmagar você! Às vezes a raiva também esmaga o peito. O que fazer? Bem, mesmo que você esteja com vontade de matar alguém, você deve respirar fundo e pensar melhor!
Quando eu era adolescente, tinha certo medo de falar bobagens, pois minha maior vontade era ter a idade da minha irmã, que é mais velha. Eu tinha por volta de 12 anos e já tinha contato com outros jovens de 16, pois eram as companhias da minha irmã. O problema é que ela, como toda a irmã mais velha, gostava de me ridicularizar quando eu falava besteiras, quando eu queria comentar algo, achando que seria importante ou para me sentir parte do grupo. Então lembro que morria de medo de comentar alguma coisa e ser bombardeada com risadas e xingamentos! Nossa, era complicado. Sendo assim, passei a tomar mais cuidado ao falar, sempre pensava: isso é relevante para o assunto? Bem, caso constatasse que não era, ficava quietinha. Imagino que minha maturidade começou por aí. Na verdade, é muito difícil passar por essa fase! É realmente traumatizante, mas passa! E todas as etapas seguintes da vida vão ensinando coisas melhores e mais interessantes, de modo que tudo é válido, mesmo que tenhamos que sofrer para ultrapassar cada etapa.

Assim como as moléculas de um perfume com o frasco fechado estão em ordem quando presas, ao serem liberadas para o ar, suas moléculas se desordenam, não tem jeito, nós também devemos nos libertar, sair do frasco e sentir o mundo! Faz parte. 

sábado, 9 de agosto de 2014

Bem-vindo ao interior da árvore

O que sinto hoje: um misto de confusão e insatisfação. Confusão pelo dia de amanhã, insatisfação pelo dia de hoje. É algo como um impasse de reclamar da falta de alguma coisa por anos e, agora, não possuo a mesma vontade de tê-la. Você já esteve emocionado e indiferente ao mesmo tempo? Bem, amanhã será um dia assim. Mas sei que no fim não vou me arrepender.
Já a insatisfação é simbólica, momentânea, pois sei que meu universo me reserva muito mais que um veículo para chegar mais rápido onde quero. Quem sabe as estrelas serão o combustível para um longo caminho de sucesso? Um dia o alvo é alcançado, e o essencial é manter aquilo que se atinge. 
Prefiro acreditar que sim. Você já parou para pensar que a natureza que está ao nosso redor é sábia e rica? Na verdade hoje estava observando as árvores nas ruas. Cada uma delas é diferente, umas têm troncos grossos e contorcidos, outras têm troncos finos e contorcidos, medianos e moderadamente retos, medianos e transversais... uma infinidade de formas e almas. Sim, elas têm almas e, além disso, memórias. 
Já imaginou tudo o que há de memórias dentro de uma Figueira? Quanta coisa invisível brilha dentro das nossas irmãs árvores! Foi por isso que montei a imagem do meu blog  com o universo dentro delas. É claro que não fui eu quem fez este banner, mas ficou exatamente como eu queria! Devo, inclusive, dizer que este artista, Israel Andriotti, conseguiu captar o que eu queria passar aos leitores deste espaço: bem-vindo ao interior da árvore. Sendo assim, termino este texto, dando a você, e a mim, um conselho: faça da sua insatisfação por não atingir um objetivo hoje, a esperança e a vontade de conseguir algo ainda melhor no futuro, pois as energias acabam se voltando para a força do pensamento. Enquanto isso, seguimos tropeçando e caindo, levantando pra cair de novo, calejando os ossos nos obstáculos da estrada para, um dia, aprender a contorná-los.

sábado, 2 de agosto de 2014

O INTANGÍVEL

Algumas vezes paro para pensar no porquê de se fazer tanta coisa, de se querer tanta coisa. Queria trabalhar em um lugar legal, estudar para aumentar conhecimento, grana e, quem sabe, status. Com a agenda lotada, espero chegar o fim de semana para passear, ver outras pessoas, dormir melhor, etc. Meses se passam como que mecanicamente, tudo corre bem, atinjo meus objetivos, recebo coisas boas e me alegro com os resultados do meu esforço, mas, afinal, qual o sentido de tudo isso?
É claro que quando os fatos passam de forma mecânica, ou automática, é quando estou feliz. Que bom que em geral estou feliz, pois é muito desagradável que, só porque estou triste ou indignada, eu perceba que lacunas se abrem com o meu mau humor. 
Deus poderia ter nos dito, antes de descermos para a Terra, algo como "Meu filho, o sentido de tu ires viver é tal". Porém, obviamente uns iriam concordar com tal propósito escolhido por nosso criador e outros não. Como Deus é muito inteligente, decidiu manter oculto esse detalhe, então vamos vivendo na ignorância. 
Para que querer o bem dos outros? Para que lutar por algo que possa melhorar a vida de quem se ama se a própria pessoa não acha a tua luta importante? Como não se mover vendo a inércia? Toda a ação tem uma reação, tudo que entra sai, tudo que vai volta, e tudo em nosso mundo é um mistério. Gostaria de entender o que se passa com aquele que não escuta, com aquele que não vê, com aquele que não fala. Oh, cegueira mundana, talvez pudesses me dominar também, para que eu não sofresse com os males de minha incompreensão

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Evolução das espécies: diferenças ou semelhanças ululantes?

Combinado é combinado. Eu havia prometido ao meu sobrinho de 14 anos que nas férias de julho iríamos ao cinema. Assim que ele ficou sabendo da estreia de Planeta dos Macacos já me notificou, então minha irmã trocou seu turno de trabalho com uma colega e marcamos o encontro para a próxima tarde. Um dia antes, meu esposo avisou-me: “amor, amanhã iremos ao cinema. A gente vai ver o Planeta dos Macacos!” Que legal, pensei, ele trabalha até às 18h, então... O que eu faço? Bem, já vi milhões de vezes o primeiro filme, o que custa ver o segundo duas vezes no mesmo dia? Pois é, custou mais tempo que dinheiro, afinal sou estudante e pago meio ingresso. Cheguei no shopping às 15h e voltei para casa à meia-noite.
Devido ao fato de que meu marido adora ver e rever determinados filmes, acabei, com a convivência, me acostumando a fazer o mesmo! Até é bom para a minha memória, pois em geral ela é péssima e vendo mais de uma vez consigo prestar mais atenção aos fatos que realmente importam. E isso que dizem haver melhoras na memória de pessoas que aprendem outra língua. Essas melhoras definitivamente ainda não se apresentaram a mim. Perderam-se pelo caminho.
Devo dizer que esse filme, que teve o privilégio de ter dois ingressos pagos pela mesma pessoa e no mesmo dia, merece aplausos. Era exatamente o que eu esperava, um confronto em que foi possível saber exatamente o que macacos pensam, mesmo que sendo uma raça mais evoluída. De fato, aqueles macacos liderados por Caesar eram mais sensíveis e amáveis que muitos humanos e, talvez, nem precisássemos ouvi-los falar, mas apenas visualizar suas expressões, assim como ocorre com as expressões de um cachorro de estimação. Sabemos exatamente o que ele precisa. Inclusive, às vezes me espanto com a capacidade dos cachorros de entender nossa linguagem.
Falando em linguagem, achei também muito interessante a linguagem de sinais que os macacos tinham na floresta. Pareciam humanos se comunicando por meio de LIBRAS (isso se Brasileiros, pois em outros países é outro nome)! E em tudo, enfim, se pareciam conosco, andando a cavalo, tendo filhos, organizando a comunidade e pensando no futuro. Claro, a maioria de nós não pensa no futuro, mas um macaco geneticamente modificado tem um planejamento melhor. Caesar não queria o confronto, não queria estragar tudo o que já haviam conquistado. Mas como um guerreiro Gaúcho, luta se necessário; como um Brasileiro, não desiste nunca!

Por fim, o que Caesar percebeu é que somos muito parecidos – humanos e macacos, ou humanos e animais, ou, ainda, humanos e não humanos: guiados pelo ódio temos as mesmas atitudes, matando uns aos outros para vingar o passado

terça-feira, 1 de julho de 2014

TUDO e NADA

Nem sempre quem cala consente. O silêncio gera muitas perguntas e, com o tempo, respostas. Não me escutas? Eu já não te ouço. Acabo por gostar de não falar.

domingo, 15 de junho de 2014

NOSSA COPA

Pois é, estava me programando para ficar perto do estádio Beira Rio e ver os turistas de perto, já que a copa é nossa. Seria mais nossa "se" não estivessem ocorrendo protestos atrasados. Por conta dos protestos foi resolvido bloquear todas as entradas possíveis para quem não tivesse ingresso na mão. Não sei se tenho raiva desses espertos Brasileiros que sempre estiveram de olhos fechados para os roubos do governo e que logo agora acham que faz diferença protestar, ou se tenho pena, pela falta de inteligência dessas pessoas que, me desculpem, não têm consciência de que a Copa "poderia" ter sido melhor. 
Caros revoltados, não é hora de reclamar justamente quando está sendo feito um bem para o povo. Estão gastando com a Copa? Ótimo! Isso ficará para nós, que pagamos impostos e os altos salários de nossos representantes. Temos que fazer protestos? Sim, é claro que temos! Mas temos que fazê-los quando vemos notícias nos jornais dos bilhões desviados, dos caros hotéis que eles desfrutam, dos altos cargos oferecidos aos parentes desses imbecis. E o mais importante: a bagunça deve ser feita na frente da casa deles! Os vidros deles é que devem ser quebrados. Seria tão bom se pudéssemos aproveitar a Copa, e se realmente fossem feitos movimentos e leis novas para acabar com as regalias e roubos por parte dos políticos. 
Agora não adianta estragar o pouco que foi feito com a Copa. Ela já está acontecendo. Os turistas não têm culpa. Os jogadores não têm culpa. Eu não tenho culpa. Só queria me divertir.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

HIDDEN

Oh god! It makes me cry inside! I can live with this kind of sadness, but now I know, I can't substitute any friend. I wish it could be different, but it's over. In fact, there is another friends, but no replacements.