sábado, 13 de dezembro de 2014

Dezembro Roxo

Hoje tive um sonho, e ele me lembrou que no ano passado estava tentando me livrar de algo, mas essa sensação ainda está lá, eu é que não sabia. Veio em forma de lembrança, veio em forma de uma possível vontade. Uma vontade também minha, ou somente minha? 
Novamente não consigo entender o que aconteceu, no meio de tantas coisas, esta voltou a me chamar, mesmo que eu faça tudo para não olhar. 
Uma assombração que dá saudade, esquisita e grandiosa. Enfim, tanto tempo se passou, e até agora nada mudou.
Eis que escrevo e concluo que no ano que passou, tudo foi maravilhoso, desafiador, conturbado, e roxo.
Passo e repasso; não penso nisso, mas lembro daquilo. Então um sonho vem me importunar só para solicitar: me paga uma coca?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

AQUELA VELHA HISTÓRIA...

Então apareceu um jovem sem problema algum de saúde aparente, entregando um pedaço de papel a todos em volta, na parte aberta do restaurante onde eu almoçava. Naquele papel dizia: "Pedir é melhor do que roubar! Com apenas 10 ou 50 centavos minha família come".
Cheguei a pegar uma caneta para escrever no verso: "Mas trabalhar é melhor ainda, principalmente para um rapaz da sua idade!"
Infelizmente ele já se aproximava novamente, então apenas lhe devolvi a mensagem.
O fato é: o que o impede de trabalhar? As drogas? A preguiça? Ou a certeza de que com esse tipo de mensagem intimidadora as pessoas simplesmente abrirão suas carreiras e lhe darão o sustento fácil?
Uma coisa é certa, além de ser perigoso abrir carteira na rua, conheço muitos pedintes que têm casa e até recebem bolsa família. Existe um caso de uma senhora que pede moedas há anos na redenção; no entanto, ela tem casa e é aposentada. Digam o que disserem, mas eu não dou esmola, principalmente pra jovens bem nutridos e sem-vergonha. Eis o motivo de nosso país ser o oposto da ordem e progresso, a própria população se deixa enganar por ter medo ou, muitas vezes, por ter falta de iniciativa e pensamento crítico. Parece que moradores de rua brotam a cada dia, e como eles "não gostam" das regras dos albergues, ficam amedrontando as pessoas e incomodando em locais públicos. Outra coisa muito errada, pois todos devemos seguir regras, todos pagamos impostos. Em geral, quando há exceção, há bagunça. O fato de não gostarmos de algo não nos permite, na maioria das vezes, que possamos escolher. Porém, para existir uma sociedade igualitária, é preciso organizar a sociedade. Admiro aqueles que, como certo rapaz que conheço, já foram moradores de rua e agora trabalham e tentam cuidar de seu sustento, como todos nós. Esse rapaz, hoje, tem dois filhos, esposa, e trabalha em um Pub muito conhecido em Porto Alegre. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CONTO PREMIADO: A MADRUGADA





Para fechar o ano com ótimas lembranças, eis aqui a melhor: outro conto selecionado para fazer parte de uma antologia, sendo que desta vez concorri com 1.300 textos de todo o Brasil! Os textos (contos, crônicas e poesias) são maravilhosos, me surpreendi com a qualidade de todos!


Agora tenho dois filhos:
GOSTOU DA DEGUSTAÇÃO? 
Veja também: http://contosdesomesilencio.wix.com/contosdesomesilencio


sábado, 15 de novembro de 2014

Bi/Multilinguismo e o seu impacto sobre o potencial criativo

 Assisti recentemente a uma ótima palestra, apresentada pela professora Márcia Zimmer, do Centro Universitário Ritter dos Reis – Laureate, e como achei muito interessante, estou compartilhando aqui. Ela abordou os aspectos importantes de se aprender outras línguas e do impacto sobre a criatividade na globalização, visto que pelo uso de vocabulário de outras línguas dentro da língua materna é promovido o progresso e se forma uma população cosmopolita, o que mostra as diferenças entre os mono e bilíngues.
Nesse contexto, o conceito de gerenciamento cerebral é caracterizado pelas trocas de códigos que acionam diferentes funções cognitivas, como o monitoramento de conflito, a agilidade de pensamento e a potencialização da flexibilidade mental ao passar de uma atividade para a outra repentinamente. Isso significa que ao se colocar no lugar de outra cultura, outro quadro social, o indivíduo pensa de outras maneiras, ou seja, forma-se um pensamento divergente e criativo, e essas trocas denominam-se code switching (troca de código) e frame switching (troca de quadro).
A pesquisadora destacou que hoje não é mais exigido que saibamos todos os níveis de outra língua, afinal, é muito difícil conseguir ser perfeito na sintaxe, na morfologia e dominar todas as regras de gramática. Sendo assim, o uso varia conforme o grau de proficiência da leitura, escrita ou fala; e a aquisição da língua varia de acordo com o método de ensino utilizado.
Considerando que multilíngues se adaptam às trocas de tarefas mais rápido, os contextos diferentes possibilitam habilidades superiores, pois há uma troca frequente de arcabouço cultural. Em adolescentes, a resolução de problemas ainda é precária pelo motivo de os hormônios serem desenvolvidos mais tarde. Pode-se dizer que, para os jovens, aprender outra língua estimula o raciocínio; já na velhice, as funções executivas se mantêm e previnem o ser bilíngue em relação à atenção, à memória de trabalho e à resolução de problemas.
Minha sugestão é que, se você ainda tem alguma dúvida sobre a relevância de se aprender outra língua, não pense apenas que facilitará encontrar um bom emprego ou que será útil para as suas viagens internacionais, e sim que é uma forma de manter o cérebro saudável. 

Veja o artigo completo em: http://migre.me/mSy2j

domingo, 19 de outubro de 2014

Short short stories - made by Carolina Utinguassú Flores

Se você é adepto da concisão, da imaginação, do minimalismo... Bem, você precisa ter contato com os Minicontos. Neles, assim como em contos, sejam contos como em As Mil e Uma noites, sejam contos de fadas ou, ainda, como os de Edgar Allan Poe, há introdução, conflito e um fechamento de impacto. Não esquecendo que, na literatura, sempre há mais de uma mensagem naquilo que lemos, sempre há simbolismos... Deguste agora de algumas produções minhas que, inclusive, utilizei em minhas aulas de inglês para jovens de 15 anos:






domingo, 12 de outubro de 2014

Só Que Bah...


Por acaso tu vês alguém só reclamar da vida e das pessoas e não consegues "não opinar"?
Só que bah... é difícil esse alguém escutar.
Por acaso tua cabeça dói de ver burrices serem feitas e não poder consertar?
Só que bah... só tomando uma surra da vida conseguirão tais mancadas enxergar.
Por acaso as tuas expectativas em relação às atitudes de alguém acabam de te sufocar?
Só que bah... é porque cada um é diferente, fica impossível a todos agradar.
Por acaso tu deixastes de sonhar?

Só que bah... o tempo é curto, então corre para o perdido alcançar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Como você lida com os relacionamentos?

Sim, temos diversas formas de lidar com as pessoas do nosso convívio e, por acaso, às vezes não percebemos que devemos tratar cada um de forma diferente. O mais importante é conseguir se adaptar aos ambientes que frequentamos e se tornar um ser multifacetado. Nunca ouviu falar? Pois é, hoje tudo é multi: no trabalho temos que ser multitarefa, nos estudos temos que aprender multiculturas, em casa temos que ser multiúso e com os amigos, multidivertidos...
O que está faltando para ser multibilionário? Em um ambiente rodeado por multimídias e vastas multidões temos que ser multiforme para fazer parte deste mundo que se multiplica.
Para isso é importante aprender: você é uma pessoa em casa, outra na escola, outra no trabalho, outra em uma reunião, outra em uma festa, outra quando está sozinho.
No entanto, só com as experiências aprendemos como agir, não é? Mas não deveria ser assim. Também é possível evitar problemas de relacionamentos ou gafes pela observação e por ouvir histórias de outras pessoas. Você não precisa comprovar na própria pele que, falando certas coisas ou deixando de falar, se sairá mal. Escutar é uma virtude, nessas horas é bom ter ouvido de fofoqueiro, porém, cuidado com a fofoca e para quem você conta a fofoca! Ela pode crescer e esmagar você! Às vezes a raiva também esmaga o peito. O que fazer? Bem, mesmo que você esteja com vontade de matar alguém, você deve respirar fundo e pensar melhor!
Quando eu era adolescente, tinha certo medo de falar bobagens, pois minha maior vontade era ter a idade da minha irmã, que é mais velha. Eu tinha por volta de 12 anos e já tinha contato com outros jovens de 16, pois eram as companhias da minha irmã. O problema é que ela, como toda a irmã mais velha, gostava de me ridicularizar quando eu falava besteiras, quando eu queria comentar algo, achando que seria importante ou para me sentir parte do grupo. Então lembro que morria de medo de comentar alguma coisa e ser bombardeada com risadas e xingamentos! Nossa, era complicado. Sendo assim, passei a tomar mais cuidado ao falar, sempre pensava: isso é relevante para o assunto? Bem, caso constatasse que não era, ficava quietinha. Imagino que minha maturidade começou por aí. Na verdade, é muito difícil passar por essa fase! É realmente traumatizante, mas passa! E todas as etapas seguintes da vida vão ensinando coisas melhores e mais interessantes, de modo que tudo é válido, mesmo que tenhamos que sofrer para ultrapassar cada etapa.

Assim como as moléculas de um perfume com o frasco fechado estão em ordem quando presas, ao serem liberadas para o ar, suas moléculas se desordenam, não tem jeito, nós também devemos nos libertar, sair do frasco e sentir o mundo! Faz parte.