sábado, 2 de agosto de 2014

O INTANGÍVEL

Algumas vezes paro para pensar no porquê de se fazer tanta coisa, de se querer tanta coisa. Queria trabalhar em um lugar legal, estudar para aumentar conhecimento, grana e, quem sabe, status. Com a agenda lotada, espero chegar o fim de semana para passear, ver outras pessoas, dormir melhor, etc. Meses se passam como que mecanicamente, tudo corre bem, atinjo meus objetivos, recebo coisas boas e me alegro com os resultados do meu esforço, mas, afinal, qual o sentido de tudo isso?
É claro que quando os fatos passam de forma mecânica, ou automática, é quando estou feliz. Que bom que em geral estou feliz, pois é muito desagradável que, só porque estou triste ou indignada, eu perceba que lacunas se abrem com o meu mau humor. 
Deus poderia ter nos dito, antes de descermos para a Terra, algo como "Meu filho, o sentido de tu ires viver é tal". Porém, obviamente uns iriam concordar com tal propósito escolhido por nosso criador e outros não. Como Deus é muito inteligente, decidiu manter oculto esse detalhe, então vamos vivendo na ignorância. 
Para que querer o bem dos outros? Para que lutar por algo que possa melhorar a vida de quem se ama se a própria pessoa não acha a tua luta importante? Como não se mover vendo a inércia? Toda a ação tem uma reação, tudo que entra sai, tudo que vai volta, e tudo em nosso mundo é um mistério. Gostaria de entender o que se passa com aquele que não escuta, com aquele que não vê, com aquele que não fala. Oh, cegueira mundana, talvez pudesses me dominar também, para que eu não sofresse com os males de minha incompreensão

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Evolução das espécies: diferenças ou semelhanças ululantes?

Combinado é combinado. Eu havia prometido ao meu sobrinho de 14 anos que nas férias de julho iríamos ao cinema. Assim que ele ficou sabendo da estreia de Planeta dos Macacos já me notificou, então minha irmã trocou seu turno de trabalho com uma colega e marcamos o encontro para a próxima tarde. Um dia antes, meu esposo avisou-me: “amor, amanhã iremos ao cinema. A gente vai ver o Planeta dos Macacos!” Que legal, pensei, ele trabalha até às 18h, então... O que eu faço? Bem, já vi milhões de vezes o primeiro filme, o que custa ver o segundo duas vezes no mesmo dia? Pois é, custou mais tempo que dinheiro, afinal sou estudante e pago meio ingresso. Cheguei no shopping às 15h e voltei para casa à meia-noite.
Devido ao fato de que meu marido adora ver e rever determinados filmes, acabei, com a convivência, me acostumando a fazer o mesmo! Até é bom para a minha memória, pois em geral ela é péssima e vendo mais de uma vez consigo prestar mais atenção aos fatos que realmente importam. E isso que dizem haver melhoras na memória de pessoas que aprendem outra língua. Essas melhoras definitivamente ainda não se apresentaram a mim. Perderam-se pelo caminho.
Devo dizer que esse filme, que teve o privilégio de ter dois ingressos pagos pela mesma pessoa e no mesmo dia, merece aplausos. Era exatamente o que eu esperava, um confronto em que foi possível saber exatamente o que macacos pensam, mesmo que sendo uma raça mais evoluída. De fato, aqueles macacos liderados por Caesar eram mais sensíveis e amáveis que muitos humanos e, talvez, nem precisássemos ouvi-los falar, mas apenas visualizar suas expressões, assim como ocorre com as expressões de um cachorro de estimação. Sabemos exatamente o que ele precisa. Inclusive, às vezes me espanto com a capacidade dos cachorros de entender nossa linguagem.
Falando em linguagem, achei também muito interessante a linguagem de sinais que os macacos tinham na floresta. Pareciam humanos se comunicando por meio de LIBRAS (isso se Brasileiros, pois em outros países é outro nome)! E em tudo, enfim, se pareciam conosco, andando a cavalo, tendo filhos, organizando a comunidade e pensando no futuro. Claro, a maioria de nós não pensa no futuro, mas um macaco geneticamente modificado tem um planejamento melhor. Caesar não queria o confronto, não queria estragar tudo o que já haviam conquistado. Mas como um guerreiro Gaúcho, luta se necessário; como um Brasileiro, não desiste nunca!

Por fim, o que Caesar percebeu é que somos muito parecidos – humanos e macacos, ou humanos e animais, ou, ainda, humanos e não humanos: guiados pelo ódio temos as mesmas atitudes, matando uns aos outros para vingar o passado

terça-feira, 1 de julho de 2014

TUDO e NADA

Nem sempre quem cala consente. O silêncio gera muitas perguntas e, com o tempo, respostas. Não me escutas? Eu já não te ouço. Acabo por gostar de não falar.

domingo, 15 de junho de 2014

NOSSA COPA

Pois é, estava me programando para ficar perto do estádio Beira Rio e ver os turistas de perto, já que a copa é nossa. Seria mais nossa "se" não estivessem ocorrendo protestos atrasados. Por conta dos protestos foi resolvido bloquear todas as entradas possíveis para quem não tivesse ingresso na mão. Não sei se tenho raiva desses espertos Brasileiros que sempre estiveram de olhos fechados para os roubos do governo e que logo agora acham que faz diferença protestar, ou se tenho pena, pela falta de inteligência dessas pessoas que, me desculpem, não têm consciência de que a Copa "poderia" ter sido melhor. 
Caros revoltados, não é hora de reclamar justamente quando está sendo feito um bem para o povo. Estão gastando com a Copa? Ótimo! Isso ficará para nós, que pagamos impostos e os altos salários de nossos representantes. Temos que fazer protestos? Sim, é claro que temos! Mas temos que fazê-los quando vemos notícias nos jornais dos bilhões desviados, dos caros hotéis que eles desfrutam, dos altos cargos oferecidos aos parentes desses imbecis. E o mais importante: a bagunça deve ser feita na frente da casa deles! Os vidros deles é que devem ser quebrados. Seria tão bom se pudéssemos aproveitar a Copa, e se realmente fossem feitos movimentos e leis novas para acabar com as regalias e roubos por parte dos políticos. 
Agora não adianta estragar o pouco que foi feito com a Copa. Ela já está acontecendo. Os turistas não têm culpa. Os jogadores não têm culpa. Eu não tenho culpa. Só queria me divertir.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

HIDDEN

Oh god! It makes me cry inside! I can live with this kind of sadness, but now I know, I can't substitute any friend. I wish it could be different, but it's over. In fact, there is another friends, but no replacements.

segunda-feira, 10 de março de 2014

IRONIA

Ah, se tu soubesses ler minha ira,
meus sentimentos
nas palavras não ditas,
ou naquelas poucas escritas...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Cada um é composto de vários

Se você é uma pessoa sociável, já deve ter tido contato com muitas pessoas. Umas, se tornaram mais próximas; outras, apenas passaram por você e mantiveram-se como conhecidas. Duvido que a cada ano você não tenha recrutado ao menos uma amizade nova.  Portanto, a cada ano você adquire um trejeito, uma característica ou uma mania da pessoa nova que conheceu. Com certeza foi algo marcante e engraçado, caso contrário não imitaria.
Parece difícil de acreditar que você está agindo como aquela ou aquele outro agiria! Até é possível visualizar o rosto da criatura durante o ato teatral! Mas quem é que vai adivinhar? O que importa é que se lembrou dessa pessoa e resolveu reproduzir uma careta dela para matar a saudade, então você ri.

Felizes os que têm pessoas para admirar e imitar! É ótimo que minha personalidade tenha vários “eus”, pois quando eu estou com vergonha, imito a Fulana; quando estou muito agitada, imito a Ciclana; quando estou sem criatividade para ser engraçada, imito a Beltrana. Assim, nunca fico de lado, me enturmo mesmo estando tímida, me recolho e escuto mais do que falo quando não é da minha conta, e me divirto quando as pessoas riem da minha piada, contada pela minha boca, mas vinda de outra face que imaginei. Foi desse modo que minha mente se formou para se adaptar ao meio. Posso ser variada e me tornar única. Por isso tenho um nome exclusivo, pois meu tronco nasceu de um jeito geneticamente, mas fui lapidada por onde fui passando e agora meus galhos produzem flores que só eu tenho.